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Novos tributos em 2026: entenda o IBS e a CBS e o que muda para empresas
Dr. Júlio Cezar de Oliveira · 7 min · 27/08/2026

A Reforma Tributária sobre o consumo começou uma nova etapa em 2026, trazendo mudanças importantes para empresas e contribuintes. Entender essas novidades é fundamental para se adaptar ao novo cenário.
Entre as principais mudanças, destacam-se o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Eles fazem parte da transição para um novo modelo de tributação sobre o consumo.
Mas o que exatamente muda em 2026? As empresas já precisarão pagar esses novos tributos? E quais impostos serão substituídos?
O que são IBS e CBS?
O IBS é um Imposto sobre Bens e Serviços com competência compartilhada entre Estados, Distrito Federal e Municípios. Isso significa que ele será cobrado por todas essas esferas de governo.
A CBS é a Contribuição sobre Bens e Serviços, que será de competência exclusiva da União (governo federal).
Esses dois tributos foram criados pela Reforma Tributária com o objetivo de substituir gradualmente outros impostos que incidem sobre o consumo. A ideia é criar um modelo de tributação sobre o valor agregado, que permite o aproveitamento de créditos fiscais e evita a cobrança em cascata.
Quais tributos serão substituídos?
A transição envolverá a substituição de diversos impostos atuais, como:
- ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
- ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza)
- IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
- PIS (Programa de Integração Social)
- Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)
Importante: essa substituição não acontecerá de uma só vez. O sistema atual e o novo modelo conviverão durante um período de transição, que foi planejado para se completar totalmente em 2033.
O que acontece em 2026?
O ano de 2026 é um período crucial para a adaptação das empresas. As novas regras começam a valer, e novas exigências relacionadas à documentação fiscal são implementadas.
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já estabeleceram orientações para a aplicação desses novos tributos e para a adequação dos documentos fiscais eletrônicos. Isso significa que as empresas precisarão começar a ajustar seus sistemas, processos e controles internos.
As empresas já precisam pagar IBS e CBS em 2026?
É importante fazer uma distinção clara. 2026 é um ano de testes e de implementação, e as regras para esse período possuem um tratamento específico.
Por isso, não é correto afirmar que todos os contribuintes passarão a recolher os novos tributos da mesma forma que os impostos atuais. A aplicação das regras dependerá de fatores como o tipo de operação, o perfil do contribuinte e as normas específicas estabelecidas para a fase de transição.
O que muda para as empresas?
Mesmo durante a fase de transição, as empresas precisam avaliar os possíveis impactos em diversas áreas:
- Sistemas fiscais: Os sistemas utilizados para emitir documentos fiscais precisarão estar preparados para as novas informações e exigências.
- Formação de preços: A mudança na estrutura tributária pode afetar custos, créditos e margens de lucro, exigindo uma revisão da política de preços.
- Contratos: Contratos de longo prazo podem precisar ser revisados para considerar os novos efeitos da transição tributária.
- Créditos tributários: O novo modelo tem uma lógica própria para o aproveitamento de créditos fiscais. Isso pode mudar a forma como algumas empresas analisam sua carga tributária efetiva.
- Planejamento tributário: Empresas de diferentes setores terão impactos distintos. O planejamento precisará considerar não apenas a alíquota, mas também a cadeia de fornecedores, os créditos e a estrutura de suas operações.
Quando o novo sistema estará totalmente implementado?
A transição será gradual. O cronograma prevê mudanças progressivas nos próximos anos, com a substituição dos tributos atuais pelo novo sistema de forma progressiva. A previsão é que o novo modelo esteja totalmente implementado em 2033.
Até lá, as empresas precisarão acompanhar de perto as alterações legislativas e regulamentares que irão disciplinar cada etapa dessa transição.
O que as empresas devem fazer agora?
Para se preparar, algumas medidas são essenciais:
- Revisar os sistemas fiscais internos.
- Acompanhar as novas regras e regulamentações.
- Avaliar contratos de longo prazo e seus impactos.
- Analisar os efeitos na formação de preços de produtos e serviços.
- Revisar a estrutura de aproveitamento de créditos tributários.
- Conversar com contadores e profissionais especializados.
- Acompanhar as próximas etapas da Reforma Tributária.
Antecipar-se pode ser fundamental para evitar problemas e garantir uma transição mais tranquila.
A Reforma Tributária vai aumentar os impostos?
Não há uma resposta única para essa pergunta, que sirva para todas as empresas. O impacto pode variar bastante, dependendo de fatores como:
- Setor de atuação da empresa.
- Modelo de negócio.
- Cadeia de fornecedores.
- Localização geográfica.
- Estrutura tributária atual.
Por isso, as empresas não devem avaliar a Reforma Tributária apenas observando as novas alíquotas. É crucial analisar como o novo sistema funcionará especificamente dentro de cada operação.
Precisa de orientação sobre a Reforma Tributária?
A implementação do IBS e da CBS representa uma das maiores mudanças no sistema tributário brasileiro das últimas décadas. Empresas que anteciparem a análise dos impactos estarão mais preparadas para as próximas etapas da transição.
O DPOI Advogados pode auxiliar empresas na análise jurídica de questões relacionadas à legislação tributária e aos impactos da Reforma Tributária em seu negócio.
Este conteúdo possui caráter informativo e não constitui aconselhamento jurídico individualizado. A aplicação das regras tributárias depende das características de cada contribuinte e da legislação vigente. Para orientações específicas, consulte um profissional especializado.

